sexta-feira, 9 de março de 2007

A carne que me tenta

Hoje, como já é de praxe, temos a comemorar uma data... Como vamos dizer... Ah, uma data qualquer a qual foram atribuídos um nome e um significado (este item nem sempre presente): a quaresma.
Mas esta data é sim, diferentemente de outras tantas, especial (peculiar, no mínimo): ela arrasta-se por quarenta dias, entre os quais, nas sextas-feiras, há a proibição do consumo de carne.
O que eu não consigo compreender é o porquê disso tudo. Logo, florescem em minha louca, porém não oca cabeça, algumas teses:
1)Será que aquele indivíduo que ousar desobedecer as regras e entregar-se aos prazeres da carne (literalmente), sofrerá u, ataque súbito e fulminante, o castigando pelo pecado? Caso seja esta a resposta, a pena só se aplica a cristãos católicos, pois eu como tanta carne nesses dias quanto no restante do ano. Caso haja algum católico desobediente – e sobrevivente – comendo carne por aí, faça-me o favor de responder a esta cruel dúvida que carrego comigo.
2) Ao cometer o grave pecado da desobediência – que não chega a ser capital, mas com certeza é “cidade grande” – a criatura de pouca fé terá seu nome incluso na lista de condenados ao martírio eterno no mármore do inferno? A esta resposta, provavelmente não terei resposta, levando em conta o fato de que, sendo para sempre o castigo, o teimoso em questão não teria possibilidade de voltar para esclarecer a dúvida, tão misteriosa – e assustadora.
Mas, sendo eu um cristão sem medo do fogo que nunca se apaga (haja lenha ou gás), mantenho-me longe da Igreja, para poder comer carne diariamente e dormir sem peso na consciência (só no bucho).
Agora, caso eu venha a passar o resto de minha triste existência rodando igual galeto num espeto gigante, debaixo da terra, descobrirei que estive errado a vida inteira e, se nos foi mandado comer só salada durante determinado período, é porque o negócio é de verdade.

Obs.: Caso isso seja assim mesmo, eu não terei como avisar o povo pagão-carnívoro-compulsivo-desobediente. Porque, se existe um lugar sem internet, telefone e nenhum outro meio de comunicação, só pode ser o inferno.

4 comentários:

A Fernanda disse...

Q a tua vó nunca leia esse texto...


hauhauahuahuahau

O Filho da Revolução disse...

Oh, mas isso é uma verdade absoluta!!! Mas ela me serviu de fonte principal de inspiração para este texto!

Que ela nunca leia este comentário também!

Hauhauahauhauaua

Eunice disse...

Eu tb penso isso... o que será que há entre nós????

O Filho da Revolução disse...

Eu sei! Eu sei! Somos uma família de hereges!!!!!

KKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKK